segunda-feira, 7 de julho de 2008

Deus segundo ser de Ganimedes, livro de Dino Kraspedon

"Deus é uma reta isotrópica, paralelo a si mesmo vibrando num ângulo de 90 graus. É como um sistema de eixos, cujo ponto de intersecção das linhas estivesse em toda parte ao mesmo tempo. Logo, é múltiplo de si mesmo, porque nele contém dimensões contravariadas, n seria igual ao infinito. Lembre-se que isso é uma tentativa de explicar o que na linguagem humana é inexplicável. Aprendido essa premissa, podemos agora estudar como foram criadas a matéria e a energia."
[ propriedade isotrópica é aquela que tem os corpos de vibrarem em todas as direções. É o caso, por exemplo, da luz]

(...)

"Falamos que Deus, sendo uma reta isotrópica, é um sistema de eixos donde partem linhas em número infinito em todas as direções. Estando o centro desse eixo em toda parte, podemos considerar que o universo inteiro seja o centro e que as linhas de força, não podendo se propagar fora de Deus, ou seja, deslocar-se do centro, faz dele uma figura imanente. Logo, se as linhas não vão para o exterior, sendo o universo inteiro um centro de linhas de forças, todas as linhas conseqüentes do isotropismo divino estariam vibrando sobre um ponto. Chamemos pois, ao universo de ponto vibrante infinito. Ora, a sobreposição de linhas de força sobre um ponto é uma deformação. Se o universo está assim definido, Deus é uma carga vibrante sobre um ponto infinito, deformando eternamento o espaço, atuando sobre o nada, criando automaticamente a energia e por conseqüência a matéria. Se Deus não existisse, nada existiria."