março/2006
Eu sou a faixa preta e amarela que isola a cratera onde explodiu um homem-bomba.
Eu sou um hack que de tão descuidado, resta empoeirado;
E abrigo no meu ventre uma televisão e um vídeo K7 frios, eletrônicos e esquecidos.
Eu sou a pétala murcha, de flor que não se sabe mais qual era, sem nenhum esplendor.
Eu sou a cinza longa que ainda não caiu do cigarro que não foi fumado, na mão de um qualquer sentado numa poltrona, num quarto, que só não é mais vazio que seu habitante.
Eu sou os olhos que enxergam mas nada vêem.
Eu sou o marrom das vísceras expostas de animal morto na estrada.
Eu sou a não brisa num dia quente.
Eu sou o inimigo da beleza.
Eu sou o fio que entra na parede e se perde pela casa.
Eu sou a caneta falhando
Os preços subindo
e o mundo se acabando
Eu quase não sou...
Eu sou um hack que de tão descuidado, resta empoeirado;
E abrigo no meu ventre uma televisão e um vídeo K7 frios, eletrônicos e esquecidos.
Eu sou a pétala murcha, de flor que não se sabe mais qual era, sem nenhum esplendor.
Eu sou a cinza longa que ainda não caiu do cigarro que não foi fumado, na mão de um qualquer sentado numa poltrona, num quarto, que só não é mais vazio que seu habitante.
Eu sou os olhos que enxergam mas nada vêem.
Eu sou o marrom das vísceras expostas de animal morto na estrada.
Eu sou a não brisa num dia quente.
Eu sou o inimigo da beleza.
Eu sou o fio que entra na parede e se perde pela casa.
Eu sou a caneta falhando
Os preços subindo
e o mundo se acabando
Eu quase não sou...
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